Ana Bacalhau: uma polivalente cantora portuguesa
- Gustavo Guimarães
- 11 de ago.
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Nascida em Lisboa, em 05 de novembro de 1978, Ana Sofia Dias da Costa Bacalhau adotou o nome artístico de Ana Bacalhau. Com menos de 50 anos de idade, já tem uma vida artística bastante consolidada e um repertório capaz de agradar gregos e troianos.
Por trás de um rostinho meigo e de um sorriso entre o tímido e malicioso está uma cantora performática e dona de uma voz forte e marcante.
Ao mesmo tempo em que emplaca sucessos marcadamente comerciais, como Imperial é Fino, Tipicamente Casados e Não Vás Embora, Rapaz, consegue entoar lindos fados no melhor estilo Amália Rodrigues, como Eu Tenho um Melro, Chorei e tantos outros.
E não pensemos que a nossa Ana Sofia caiu na música como uma paraquedista que perdeu o paraquedas. Na verdade, seu interesse é mais antigo, com incursões pelo mudo da guitarra logo aos 15 anos de idade. Será que ela é mais um daqueles casos de alguém que tem um parente guitarrista e resolveu dedilhar as cordas e acabou achando legal? Isso somente ela poderá dizer...
O fato é que seu senso artístico não parou nas canções e na guitarra. Ela também se graduou em Letras, com habilitação em Línguas e Literaturas Modernas, com língua portuguesa e língua inglesa como vertentes de seu curso. E você pensa que acabaram as formações de nossa Ana? Pois pensou errado! Ela também é pós-graduada em Ciências Documentais. Não duvidemos que ela tenha alguns cursos de teatro em seu currículo. A não ser que seu talento e presença de palco sejam dons naturais que foram se desenvolvendo com o tempo e com a prática.
Se a guitarra entrou em sua vida aos 15 anos de idade, aos 23 foi a vez da atuação profissional em um grupo musical, o Lupanar, dentro do qual chegou a gravar seu primeiro CD (os jovens não vão saber o que é isso... é como se fosse um streaming em forma de mídia física), chamado Abertura. Isso em 2005.
Mas você poderá estar pensando que isso é muito pouco para o que dissemos no começo deste nosso texto... afinal, uma adolescente que entra para um grupo e grava um CD é algo muito comum hoje em dia, ainda mais na Europa. Então, você quer mais? Tudo bem... Ela também entrou para um grupo de jazz e blues, chamado Tricotismo e tocou em bares e em hotéis. Talvez aí tenha ocorrido a verdadeira formação de Ana Bacalhau como artista na profundidade da palavra. Não é nos bares da vida e com a alma repleta de chão que todo artista põe os pés na profissão?
O resto de seus primórdios pertence à história. Claro que você já está interessado por essa portuguesa, com certeza, e vai buscar tudo o que há sobre ela em canais como o YouTube e os streamings, não é? Pois digo, de todo o coração, que vale muito a pena.
Talvez, no início, seu sotaque português nos cause, aqui no Brasil, algum desconforto. Porém, isso vai ficando para trás à medida que vamos escutando e nos habituando à sonoridade específica da voz de Ana Bacalhau.
Enfim, nosso interesse aqui não é contar a história completa de Ana Bacalhau, mas apenas mostrar que a música de qualidade não morreu (ao contrário do que muita gente diz). A música de qualidade apenas se pulverizou e pode ser encontrada com alguma pesquisa em redes sociais e em canais de streaming. Ana Bacalhau é um desses casos.


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